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Tutorial do Blog Orquídeas Sem Mistério.

Olá Pessoal!! Estou agora atualizando o Tutorial deste blog, uma vez que ocorreram algumas mudanças em sua funcionalidade tornando o mais pr...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Substratos, um dos grandes entraves no cultivo de orquídeas pt1

Olá Pessoal! Venho agora com uma postagem técnica sobre um tema que é extremamente importante e que costuma ser a chave de muitos dos problemas que passamos no cultivo de nossas orquídeas. 
Pela grande importância deste tema ele será dividido em 2 partes para que não fique muito cansativo a leitura, sendo esta primeira parte introdutória para explicar o que é o substrato, suas qualidades e problemas, seus tipos e funções; na segunda parte será abordada a questão relacionada aos problemas que os substratos ruins podem causar; as dificuldades de se obter bons substratos e as possíveis soluções que podem ser úteis para sanar ou amenizar os problemas. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.


Funções dos substratos:




Como podem ver esta imagem, este é um substrato misto, ou mix, que é a base de carvão, casca dura do coco, casca de macadâmia e casca de peroba e ele tem uma certa granulometria(tamanho dos pedaços) tal que é adequado para o calibre(grossura) de raízes tal, dessa forma ele vai satisfazer a necessidade da planta em questão que será colocada nele e de quebra ele tem uma boa drenagem e aeração, uma vez que ficam vários espaços grandes vazios com ar(poros) dentro do recipiente com ele e notem que não tem terra ou qualquer outro material com aspecto de pó ou grãos finos.

Pois bem isto tudo foi dito para que possamos entender qual é a função principal e quase exclusiva(ou que deveria ser) dos substratos para orquídeas, portanto vamos agora definir de forma concisa suas funções:



  • fixação das raízes da planta(função principal) garantindo a sustentação da planta;
  • permitir a adequada respiração das raízes;
  • permitir o adequado desenvolvimento das raízes;
  • segurar um mínimo de umidade sem atrapalhar a respiração das raízes(desejável);
  • nutrição mineral das raízes(pouco importante, devido ao modelo de adubação utilizado).

Então pessoal, essas são as funções do substrato, ou deveriam ser, mas que muitas vezes, devido a péssima qualidade dos materiais não é possível e isso é muito mais comum do que pensamos, porém esse assunto será abordado na segunda parte.

Agora falando um pouco de cada função mais detalhadamente podemos dizer o seguinte: 


1.      a fixação das raízes e sustentação da planta é bastante óbvia e fácil de entender, pois se um substrato não consegue manter a planta firme ao vaso ele já não é bom para o cultivo, pois uma orquídea que não consegue fixar suas raízes(salve as que gostam de ficar totalmente aéreas) dificilmente vão conseguir se desenvolver bem e muitos problemas irão ocorrer, portanto para que um substrato seja bom ele deve garantir a adequada fixação das raízes, por isso, também é fundamental que ele possua uma granulometria que seja adequada para o calibre das raízes que se fixarão nele não sendo nem grosso demais, nem fino demais. Além disso, ele deve ter uma certa rugosidade em sua superfície que possa facilitar a aderência das raízes conferindo uma maior qualidade ao substrato; 
2.    Já a questão de permitir a adequada respiração das raízes diz respeito a sua porosidade. Substratos com poros maiores e uma maior quantidade de poros irá permitir uma melhor aeração o que permitirá uma correta respiração das raízes, já os que possuem muito material fino, como pó e grãos muito pequenos, que compactam facilmente já são mais problemáticos, podendo impedir uma correta aeração e respiração das raízes trazendo problemas;
3.    a questão do desenvolvimento das raízes é ligado tanto a questão da sua porosidade, quanto a questão do material usado, pois materiais que liberam substâncias tóxicas, por exemplo, os taninos, comumente encontrados nas cascas vegetais, como a de pinus, de macadâmia dentre outras podem retardar o crescimento das raízes e mesmo até as matando, o que atrasa muito o crescimento da planta, podendo até levá-la a morte. Porém, em relação às substâncias tóxicas é possível fazer o tratamento para que as remova tornando o substrato apto para o uso, porém quanto a porosidade se o substrato é compactado com poros muito pequenos não há muito o que fazer. O PH do substrato é outro fator que determina ou não o bom desenvolvimento das raízes, pois ele está ligado no delicado equilíbrio da disponibilidade dos diversos  minerais  e também de ativação e desativação de algumas substâncias tóxicas, sendo que o PH em geral deve ficar entre 5,5 a 6,5, embora exista plantas que prefiram substrato mais alcalino e outras suportem mais ácido, mas para a maioria das plantas fica nessa faixa que é a que permite uma adequada disponibilidade dos minerais. Felizmente o PH também é possível ajustar e corrigir no momento de montagem de substrato e é bom lembrar também que a medida que o substrato vai envelhecendo é natural o PH ir se tornando mais ácido e uma das consequências disso é que a planta começa a desenvolver menos, ter problema de deficiência nutricional e morte de raízes;
4.    Segurar um mínimo de umidade sem comprometer a respiração das raízes é muito desejável, pois os substratos muito secos necessitam de regas mais intensas e em intervalos menores de tempo para suprir as plantas, porém substratos que retém muita umidade tem a maior tendência em compactar e trazer problemas, sendo até mais fácil trabalhar com o substrato seco, do que com o que retém muita umidade. Essa questão da retenção de umidade está ligada basicamente a questão da porosidade e do tipo de material. Quanto a porosidade existem os chamados macroporos, que são os grandes espaços entre os pedaços do substrato e eles são responsável pela aeração do substrato e existem os microporos, que em substratos limpos a base de cascas e pedras ou materiais inertes é praticamente inexistentes, mas em materiais fibrosos, como sfagnum, fibra de coco e xaxim são mais comuns e  são responsáveis pela retenção da umidade e pelo fenômeno da capilaridade, que faz a água subir pelo substrato e por isso que esses substratos tem uma maior capacidade de retenção de umidade, o que por um lado é bom, porém por outro aumenta muito as chances de compactação desse material atrapalhando a respiração e avanço das raízes. Já o tipo de material diz respeito a sua capacidade de absorver e adsorver* água, sendo que essa capacidade também está relacionada a idade desse material, sendo que materiais mais velhos tem maior capacidade de absorver e adsorver água. A absorção e adsorção também estão ligadas a porosidade natural, que alguns tipos de materiais podem ter. Notem que aqui falo da porosidade do material propriamente dito e não dos poros que são o espaço entre um pedaço e outro. Um exemplo, é a argila expandida(cinasita) que é um material muito poroso, principalmente microporos que retém a umidade e ainda possuem o interior com vários macroporos que mantém seu interior aerado, o que garante também que ele seja bem leve. Alguns materiais podem ser oleosos, como é o caso das cascas de Macadâmia e algumas outras sementes o que dificulta ou impede a adsorção da água em sua superfície, tornando-os materiais muito secos, mas que com o tempo de envelhecimento e com a degradação dessa camada oleosa a adsorção vai aumentando. Devido a grande complexidade dessa questão e a dificuldade de se encontrar um único material capaz de satisfazer as condições desejáveis é que se busca a mistura de materiais, para se encontrar um meio termo que cumpra todas as funções desejáveis para um bom substrato;
5.    nutrição mineral é pouco importante neste caso pois como a adubação é prática constante e feita geralmente com adubos solúveis de absorção imediata os substratos não tem a necessidade de segurar os minerais e em geral também os materiais usados são muito pobres ou praticamente inertes, pois ou se trabalha com matéria orgânica verde não decomposta, como as cascas vegetais e fibras que liberam pouco ou quase nada de nutriente enquanto intactos, ou se trabalha com materiais inertes e até sintéticos, como isopor, pedra brita, argila expandida, dentre outros, o que faz da característica da fertilidade do substrato pouco importante ou até nula, porém quando se fala de orquídeas verdadeiramente terrestres aí a história já muda um pouco, pois se trabalha com solo rico em matéria orgânica decomposta estável e materiais que aumentem a fertilidade natural desse substrato, mas essas são as exceções.




Reparem que o espaço entre um material e o outro são os poros e no caso os macroporos. Este é um substrato fino, adequado para plantas de raízes finas. Substrato a base de cascas e carvão.
Reparem que o espaço entre um material e o outro são os poros e no caso os macroporos. Este é um substrato médio a grosso, adequado para plantas de raízes médias e grossas. Substrato a base de cascas e carvão.

Substrato a base de fibra de xaxim sem pó. Material fibroso com macro e microporos, maior retenção de umidade, alguma fertilidade natural e tendência a compactação. Substrato para diversos calibres de raízes.
Substrato a base de argila expandida ou cinasita, substrato inerte e de elevada porosidade do próprio material. Muito usado como elemento de drenagem.
Exemplo esquemático de macro e microporos. O exemplo é para solos, mas a idéia é a mesma para os substratos de orquídeas.
Fonte: Google imagens.


 Então pessoal agora antes de continuarmos com as características dos materiais vamos dar uma pequena pausa, levantar, espreguiçar fazer um lanche ou beber uma água e relaxar para então continuar a leitura certo? Então vamos lá...


...
Características dos materiais:

Vamos voltar a leitura agora então? Ok, vamos para as característica dos materiais que compõe os substratos para orquídeas.

Os substratos mais comuns utilizados são: o sfagnum, a casca de pinus tratada, o carvão, a brita de construção granítica ou gnáissica, o isopor, a argila expandida(cinasita), a casca de macadâmia tratada, a casca de baru, a casca de peroba, o coquinho do açaí(regional), pedra canga, fibra de coco*, casca de coco, dentre outros vários.
Mas e o xaxim? Notem que citei uma gama de materiais e não falei do xaxim, pois o xaxim, que já foi o substrato mais utilizado no passado agora cada vez mais está sendo substituído, devido ao fato que a samambaia que da origem a fibra de xaxim está ameaçada de extinção e este é um substrato proibido de extração e comercialização atualmente, embora ainda exista muita gente utilizando, coletando e comercializando, mas que fique bem claro aqui nesta matéria que tudo relacionado ao xaxim atualmente se trata de extração e comércio ilegal, o que não será estimulado neste blog.

Em fim pessoal após essa listagem dos materiais vamos para as características que cada um tem e o que faz deles substratos aptos para o cultivo das orquídeas epífitas e muitas vezes rupícolas também. As características que são importantes para qualificar um substrato são:

  • tipo
  • durabilidade
  • porosidade do material
  • retenção de umidade
  • peso(densidade)
  • propensão a compactação
  • PH
  • taninos


Em fim com essas características agora podemos falar de cada um dos principais materiais utilizados explicando um pouco suas características.

Xaxim:

Para começar vamos ao nosso antigo xaxim que é proibido e deve ser evitado o seu uso.

O xaxim que é oriundo da samambaia Dicksonia sellowiana é um material do tipo orgânico e fibroso, retirado do caule da samambaia e era e ainda é a queridinha de muitos orquidófilos, devido a grande resposta inicial que as orquídeas têm neste tipo de substrato, além de que ele possuía uma durabilidade média em torno de uns 2 a 3 anos em vaso e na forma de placas e vasos podendo ter uma durabilidade um pouco maior. Porém, com a proibição ele foi aos poucos tendo que ser substituído, pois começou a ficar escasso no mercado e muito caro, com isso, foram sendo utilizados outros tipos de materiais até se conseguir bons substratos, como se tem hoje em dia e devido a certas características superiores de certos materiais foram se atentando mais para as características negativas do xaxim, que é sua grande capacidade de compactação, uma elevada retenção de umidade e abafamento de raízes, quando mais velho e degradado e tendência a acidificação, conforme vai se decompondo, somada a isso a grande dificuldade que é de fazer a limpeza de plantas em xaxim para o replante. Esse também é um substrato de peso mediano e pobre em taninos e ainda com uma certa fertilidade natural que garantia um mínimo necessário para que as plantas se mantivessem por um determinado período, mesmo sem adubação.
Dicksonia sellowiana repleta de orquídeas e outras epífitas.

Fibra de xaxim

Casca de pinus:

O próximo material é a casca de pinus. Esta foi largamente difundida após a proibição da fibra de xaxim e tem se mostrado uma boa, pois tem uma durabilidade mediana de 2 a 3 anos, quando a casca é de boa qualidade; é um substrato leve, possui pouca retenção de umidade quando novo e moderada quando mais velho e é um material orgânico do tipo casca. Outra vantagem é que garante boa ventilação das raízes quando de boa qualidade, mas como desvantagem é que é um material que possui taninos, altamente prejudicial para as raízes e tem tendência a acidificar conforme seu envelhecimento. Outro problema é quanto ao seu corte, pois existe a casca de pinus em forma de escamas finas, que não é interessante, pois compacta com facilidade e tem uma degradação muito mais rápida que o outro tipo que é os pedaços maciços grossos que não compactam e possuem uma durabilidade bem maior. Quanto aos taninos o que se faz para torna-la apta ao uso é o tratamento para remoção dos taninos, que é bastante simples, porém será assunto para a segunda parte desta matéria.
Ainda na casca de pinus ela pode ser encontrada ou preparada com diferentes granulometrias, o que ajuda a atender todos os calibres possíveis de raízes de orquídeas e ela também costuma ser um componente dos famosos substratos mix, ou simplesmente mistura de substratos.

Casca de pinus – Foto retirada do Google imagens

Sfagnum:

O próximo material é o sfagnum. O sfagnum é um musgo seco, macio, com grande capacidade de compactação, o que é até bom por um lado, porque lhe permite uma facilidade no replante e em moldar fardos ou outras estruturas mais maciças, grande capacidade de retenção de umidade e um peso muito leve o que deixa os vasos bem leves, porém a sua compactação também pode dificultar a drenagem e ventilação dos vasos e sua durabilidade é bem baixa sendo em muitos casos menor que 1 ano. Substrato largamente utilizado para o cultivo de plantas novas recém-saídas de frascos, por ser um substrato que segura bem a umidade, sendo plantas nesta fase mais sensíveis. Muito usado também em regiões mais frias e com ambiente controlado, pelo fato que facilita e barateia o cultivo, além dele nessas condições ter uma  vida útil maior, porém em regiões quentes e onde as plantas ficam sujeitas a chuva é um péssimo substrato trazendo problemas rapidamente. Taninos e o PH não costuma ser problema e quando utilizado em algumas misturas como isopor e no plantio de plantas em tocos de madeira ou mesmo em árvore viva pode ajudar no pegamento inicial da planta.

Sfagnum – foto retirada do Google imagens

Carvão vegetal:

O próximo material é o Carvão vegetal, isso mesmo, o carvão, aquele mesmo usado em churrasqueira, porém novo sem uso e de preferência o próprio para uso agrícola, mas o de churrasco também serve, embora haja controvérsias. O carvão é um material bem leve com durabilidade indeterminada, uma vez que ele não se decompõe no curto prazo e ele possuí a característica também de acúmulo de sais e substâncias com o tempo, que é bom por um lado, mas com tempo pode ser um problema se lavagens periódicas de substrato não forem feitas. Ele também é um material seco que não retém umidade nenhuma quase, sendo necessário regas frequentes e taninos e PH não costuma ser problema. É pouco utilizado na forma pura, porém muito empregado nos mix de substrato por causa de suas características positivas, além de ajudar a aumentar a quantidade de macroporos do substrato final garantindo melhor aeração e ventilação das raízes e ajudando a balancear a retenção de umidade, quando mesclado com materiais que seguram mais a umidade. 
Ainda no carvão, este pode ser preparado com diferentes granulometrias, de acordo com a bitola das raízes.

Carvão vegetal – Foto retirada do Google imagens

Derivados do coco:

O próximo material são os derivados do coco. Olha gente aí dá um bocado de confusão, de debates, mas o que a maioria fala e afirmam e de fato é, é que esse material é muito problemático. A Fibra de coco veio com uma intenção de revolucionar o mercado de substratos e vasos em substituição ao xaxim. O marketing foi grande, a ideia foi boa, sem sombra de dúvidas, mas o que aconteceu foi que o tal do coxim foi um fiasco e é um fiasco! O coxim ou simplesmente a fibra de coco desfiada foi utilizada para fabricação de vasos, paus e placas, além do seu uso solto, porém esses se mostraram ser péssimos para o cultivo de orquídeas e também outras plantas, tanto que não é recomendado por ninguém. O problema dos vasos e placas de coco é que em sua prensagem e moldagem é utilizado um tipo de cola para segurar a fibra, mas que com o tempo essa cola degrada e a fibra enfraquece soltando o fundo dos vasos, sem contar que a própria fibra ela tem uma vida útil muito curta, uma alta tendência a salinizar, tornando imprestável para o cultivo. Orquídeas nestes materiais no início vão até bem, mas com pouco tempos os problemas aparecem. Outro derivado do coco é o chip de coco, que é a fibra do coco cortada em cubos, sendo este um material um pouco melhor e tendo uma vida útil um pouco maior, porém apresenta os mesmos problemas de salinidade, deterioração rápida, grande retenção de umidade e compactação, sendo indicado seu uso apenas em misturas e em pouca quantidade. Outro material do coco é a casca da semente do coco propriamente dita, ou seja a casca dura do coco e aí sim essa é um material mais durável, permite boa drenagem e não compacta, como a parte fibrosa. Após falar um pouco do coco podemos concluir que este é um material orgânico que pode ser do tipo casca ou do tipo fibroso, dependendo da parte do coco. Quanto a fibra possui grande capacidade de retenção de umidade, problemas de salinidade e de taninos, requerendo tratamento antes do uso, durabilidade de menos de 2 anos, podendo ser menos de 1 ano. Grande capacidade de compactação permitindo até ser moldado e sendo pouco recomendado para o cultivo. A fibra na forma de chip de coco possui uma durabilidade um pouco maior e inicialmente segura menos umidade, mas com o tempo os mesmos problemas da fibra solta aparecem. Já a casca dura não compacta, pode ser usada em vários tamanhos, inclusive inteira, após tratamento se torna um bom substrato e permite boa aeração das raízes e é um substrato mais seco e com durabilidade de mais de 2 anos, podendo chegar a mais de 3 anos.


Fibra de coco desfiada NÃO PRESTA PARA O CULTIVO! Foto do google imagens

fibra de coco NÃO PRESTA PARA O CULTIVO! Foto do google imagens

Vasos de fibra de coco NÃO PRESTAM PARA O CULTIVO! Foto do google imagens

Chip de coco deve ser usado em mistura e pouca quantidade. Foto do google imagens


Casca dura do coco é boa para o cultivo! Foto do google imagens.

Britas, seixos, pedriscos e outras pedras:

 O próximo material são as pedras britadas, seixos rolados e pedriscos. estes materiais são interessantes, primeiro, porque são materiais inertes ou com pouca atividade química e biológica e são materiais do tipo inorgânico e de natureza mineral, derivado de rochas com durabilidade indeterminada, sem ou com pouquíssima presença de microporos, o que fazem ser substratos bem secos, porém devido a sua rugosidade possuí uma certa capacidade de retenção de umidade pela adsorção da água em sua superfície. São materiais que não se compactam, são pesados e permitem uma aderência, aeração e desenvolvimento das raízes espetacular, sendo considerado um dos melhores materiais para confecção de substratos e mesmo usado de forma pura. A principal desvantagem da brita é de fato o peso, porém esse pode ser resolvido, quando se mistura outros materiais. Existem vários tipos de brita, porém aqui no Brasil a mais comum e também a melhor, por ser realmente inerte é a oriunda da moagem do granito e do gnaisse, rochas ígneas e metamórfica, respectivamente. O seixo rolado de quartzo e pedra de rio ou pedrisco de sobra do peneirado de areia também são excelentes, uma vez que esse material em maioria é composta de quartzo que também é inerte. Existe ainda a famosa pedra canga, que é uma pedra ferruginosa, oriunda das regiões rica em minério de ferro, locais onde ocorre normalmente as laelias rupícolas, que vegetam neste tipo de rocha e tem uma grande necessidade de ferro. Esta rocha por ter um certo grau de intemperismo com ferro sendo oxidado, o que lhe confere sua coloração mais avermelhada possuí uma certa liberação deste mineral, importante para as rupícolas e assim sendo muito utilizado na formulação dos mix para este tipo de planta em especial. Existe ainda a brita oriunda de rochas calcárias, porém esse material não serve para o cultivo, de modo geral, pois é uma rocha sedimentar, de reação alcalina, o que alcaliniza o meio atrapalhando o equilíbrio da disponibilidade de nutrientes para a planta e fazendo com que ela tenha graves problemas relacionado a micronutrientes. A brita calcária é pouco comum, mas encontrada em regiões ricas neste tipo de material, sendo pouco problema para a maioria das pessoas e a diferença desta para a brita granítica é que geralmente ela possui uma cor mais uniforme e geralmente um cinza escuro. A brita calcária pode ser utilizada em pouquíssima quantidade apenas ou mesmo até o calcário agrícola para plantas que precisam de substratos mais neutros, como os Paphiopediluns, as próprias Phalaenopsis e também os Catasetuns, porém a quantidade é mínima e apenas uma única aplicação. Existem vários tamanhos de brita, em geral a 1 e a zero são as mais usadas e o tamanho varia de acordo com o calibre da raiz. Raízes finas, como Dendrobiuns e Oncidiuns o mais recomendado é a brita zero. Raízes grossas a mais recomendada é a 1 e raízes medianas a mesclagem da zero com a 1.

Brita granitica 1

Brita granitica zero

Seixo rolado/pedra de rio. foto do google imagens.

pedrisco da sobra do peneirado de areia de construção. Foto do google imagens

Pedra canga para uso em laelias rupícolas. Foto do google imagens
Pedra calcária, NÃO É RECOMENDADA PARA O CULTIVO!!! Foto do google imagens.
Detalhe de Dendrobium enraizado em Brita zero

Detalhe do Grammatophyllum scriptum enraizado em pedrisco de aquário natural.

Isopor:

O próximo material é o Isopor. Quanto ao isopor se trata de um material orgânico sintético, inerte e extremamente leve. Ele pode ser facilmente cortado em vários tamanhos e não compacta. Permite uma boa aeração e drenagem do substrato e possuí durabilidade indeterminada. Permite uma boa fixação e aderência das raízes. Seu grande problema é ser leve demais atrapalhando a fixação da planta no vaso e a baixa capacidade de retenção de umidade, porém quando misturado com outros materiais o problema desaparece e ainda pode ser usado como material de fundo para a drenagem e pode ser usado como base, junto a brita para fixar a planta no vaso, uma vez que os tutores podem ser cravados no isopor do fundo e por cima uma camada de brita termina de firma o tutor com a planta. Outro ponto interessante são as bolinhas de isopor que quando em mistura com substratos de grande retenção de umidade como xaxim e sfagnum permite uma maior aeração desse material o que aumenta sua vida útil e melhora o enraizamento, pelo fato que as bolinhas em mistura aumentam os espaços vazios melhorando a circulação de ar lá dentro e melhorando a drenagem também.

Isopor

Casca de macadâmia, baru, coquinho do açaí, outros:

Os próximos materiais são as cascas de macadâmia, de baru, coquinho de açaí, dentre outros. Estes são materiais mais recentes e que tem sido uma ótima alternativa, pois são materiais orgânicos, do tipo casca dura, com uma durabilidade de mais de 3 anos podendo chegar a 5 anos ou mais, não compactam, permitindo uma ótima drenagem e aeração das raízes, permitem uma ótima aderência das mesmas e possuem uma secagem rápida, principalmente quando bem novos, pelo fato de serem bem oleosos, impedindo que a água fique retida na superfície do substrato, porém com a degradação dessa oleosidade a retenção de umidade aumenta um pouco, mas sem correr o risco de ser exagerada. Possuem pesos medianos o que ajuda a balancear o peso do vaso, quando em mistura com brita, isopor e carvão. O grande problema deste material tem sido o seu uso na forma crua, pois muitas vezes sobra um resto de polpa na casca, principalmente na macadâmia e isso atraem ratos e mofa. O mofo, embora assuste, pois podemos pensar que o substrato estragou não causa nenhum mal e com o tempo desaparece, mas os ratos sim! Esses são um grande problema para as orquídeas sendo uma praga muito destrutiva que além de ser atraída pela polpa da macadâmia também aprecia brotos, raízes, pseudobulbos e folhas das orquídeas, podendo fazer uma grande devastação e aí todo cuidado é pouco! Felizmente existe a macadâmia parcialmente torrada o que elimina o problema de atrair ratos e mantém as grandes qualidades deste substrato. A Casca de Baru, o coquinho do açaí são substratos mais regionais, porém aos poucos a casca de Baru tem ganhado espaço e quem sabe se torne mais popular no futuro. Esses substratos todos necessitam de tratamento para a remoção do tanino antes do uso e o PH deles está na faixa adequada para as plantas. Eles já costumam ser vendidos tratados e misturado com carvão e outros materiais, o que se torna uma excelente opção de substrato.

Substrato a base de casca de macadâmia, casca dura do coco, carvão e casca de peroba número 2 

Substrato a base de casca de macadâmia, casca dura do coco, carvão e casca de peroba número 1

Casca de Baru. Foto do google imagens.


Enraizamento no substrato de macadâmia com carvão número 2 

Enraizamento no substrato de macadâmia com carvão número 2

Enraizamento no substrato de macadâmia com carvão número 2


Argila expandida(cinasita):

O próximo material é a argila expandida ou cinasita. A Argila expandida é um material do tipo inorgânico e argilosa feito a partir do cozimento e aeração da argila, o que faz com que as bolas sejam bem leves, duras e resistentes com bastante espaços vazios em seu interior e uma certa capacidade de retenção de umidade, devido aos seus microporos, porém ainda assim é um substrato de secagem bem rápida. Não compacta e tem uma durabilidade indeterminada, além de ser quase inerte. é vendido em vários tamanhos e permite um bom enraizamento, boa drenagem e ventilação das raízes. É mais usado como material de drenagem do fundo, porém alguns cultivadores utilizam como substrato puro ou em mistura com outros materiais. Algumas pessoas dizem que este material com o tempo acumula sais e fica com uma salinidade elevada, porém com boas lavagens esse problema deve ser eliminado. Na prática é um material pouco usado, até por não ser um material tão barato e ainda possuí um rendimento baixo, em comparação com outros materiais.

Argila expandida.
Madeiras, troncos, placas e tutores vivos:

Para encerrar, as Madeiras, troncos, placas e tutores  vivos. Nesse caso os substratos na verdade são placas de madeira, tocos com casca e sem casca e árvores vivas. Não são todas as madeiras que são indicadas para o cultivo, mas as que são indicadas devem possuir a característica de boa durabilidade natural, resistência a água e baixo teor de taninos, permitindo um bom enraizamento. Também devem ser resistentes a brocas e cupins. As madeiras podem ser usadas de forma cerradas, como ripas, caibros, pernas de três e outros cortes ou como troncos e galhos com ou sem casca, dependendo da espécie. As mais indicadas para o cultivo de orquídeas e as que possuem uma boa durabilidade e permitem um ótimo enraizamento são: Casca e madeira da peroba, nó de pinho, toco de sansão do campo(sabiá), principalmente com casca, toco de café, madeira de ipê, angelim, aroeira, dentre outras. No caso de árvores vivas várias fruteiras são indicadas, principalmente as cítricas, o abacateiro e mangueiras, quando não sombreados demais também são boas, o urucum, os Cajás, dentre outras também são ótimas opções. Árvores que soltam casca não são indicadas para o cultivo.
O cultivo em placas, tocos e árvores vivas são as formas em que se aproxima mais do que a orquídea vive em seu habitat natural, sem contar que o cultivo em placas tem um charme todo especial e ajuda a economizar espaço, além de que para certas plantas que não vão bem em vaso se torna a única ou a melhor opção.

Sansão do campo(sabiá)

Casca de peroba. Foto do google imagens

Toco de café. Foto do google imagens

Nó de pinho. Foto do google imagens

cultivo em Sansão do campo

Cultivo em sansão do campo

Cultivo em ripa de Maçaranduba

Cultivo em ripa de maçaranduba

Cultivo em nó de pinho

Cultivo em nó de pinho

Cultivo em ripa de Maçaranduba
Pois é pessoal, esses foram os materiais, mas existem muitos outros e quem sabe no futuro existam mais outros! 

Vamos agora dar mais uma pausa rápida na leitura pessoal e dar mais uma espreguiçada, beber uma água e descansar um pouco para voltar para última parte da postagem? Vamos lá então...

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Mistura de substratos. Mix:

Voltamos do descanso e vamos agora falar do mix, ou simplesmente mistura de materiais.

O mix foi a melhor maneira existente para se preparar bons substratos, usando os diversos materiais existentes, de modo que se aproveite melhor as suas qualidades, compensando as suas desvantagens e como resultado final obtendo aquele substrato que atenda da melhor forma possível as necessidades das orquídeas.
Quanto ao preparo do mix não existe nenhum mistério e existe uma infinidade de maneiras de fazer, sendo que cada um costuma ter sua própria técnica para o preparo das misturas, mas uma dica importante é que os materiais que possuem uma grande retenção de umidade e facilidade de compactação se utilizem de 10% para baixo na mistura dando preferência aos materiais de secagem rápida e mediana. É importante também manter um equilíbrio em relação a grossura de cada material, evitando mesclar materiais muito grosseiros, com materiais muito finos. Existem também as misturas comerciais prontas que é uma mão na roda para quem não tem condição de fazer, ou simplesmente não tem paciência de preparar sua própria mistura. 
Dentre as misturas mais queridinhas dos cultivadores estão os mix de casca de pinus + carvão + chip de coco + brita, ou casca de pinus + carvão + brita, ou casca de pinus + carvão + brita + sfagnum, ou casca de macadâmica + carvão + brita, ou etc.

Mix comercial a base de casca de macadâmia + casca de coco + casca de peroba + carvão tamanho 1
Mix comercial de casca de macadâmia + Casca de coco + casca de peroba + carvão tamanho 2
Planta cultivada em mix comercial de casca de macadâmia + carvão tamanho 2.

Sintoma de envelhecimento de substrato e distribuição de raízes no volume do substrato:

Esta última parte da matéria diz respeito a uma questão importante e que devemos aprender a observar ao longo do cultivo e esta observação pode salvar nossa planta e evitar grandes problemas em nossos orquidários. Quando aprendemos a identificar os sintomas de substrato velho e a interpretar a disposição das raízes dentro do volume do substrato ganhamos uma arma poderosa para melhorar a qualidade dos nossos substratos, evitar usos desnecessários de defensivos tóxicos e melhorar em muito nosso cultivo e agora aprenderemos como identificar esses sintomas e a entender a distribuição das raízes.

Os sintomas de envelhecimento do substrato são variados e os mais conhecidos são os ligados diretamente ao substrato. Devido a isso, para que fique mais didática a postagem os sintomas serão divididos em dois grupos: sintomas diretos e indiretos.
O sintomas diretos são aqueles ligados diretamente ao aspectos do substrato, ou seja, aspectos visuais, cheiro, textura, estrutura e por aí vai. Esses sintomas são os mais facilmente entendidos e reconhecidos pelos cultivadores, pois ao olharmos um vaso e sentirmos aquele cheiro de terra molhada já deduzimos que o substrato está velho, mas este é apenas um dos sintomas da degradação. A degradação do substrato é um processo complexo, mas no final se forma a matéria orgânica decomposta e estabilizada que chamamos de húmus, ou podemos dizer também, terra preta. Esse material tão valioso para plantas terrestres(inclusive orquídeas terrestres) é um desastre para as epífitas e rupícolas pois ele se compacta, junto aos materiais parcialmente decompostos e atrapalha a respiração das raízes, além de reter muito mais umidade, o que favorece o surgimento de lesmas e caracóis e fungos que causam doença, além de matar as raízes por falta de ar. Outro tipo de sintoma direto é a degradação parcial das cascas que embora apresentem um visual de casca nova, ao tocar e apertar ela se parte ou esfarela com facilidade, demonstrando que já está com um elevado grau de apodrecimento. A compactação é outro sintoma muito frequente e fácil de se reconhecer e muito comum em substratos a base de fibra de xaxim ou sfagnum, também em substratos de baixa qualidade a base de pinus e coco. A acidificação é mais um sintoma direto, porém mais difícil de visualizar, pelo fato que os efeitos dessa acidez só são notadas na planta com as deficiências nutricionais. 
Os substratos podem não apresentar todos esses sintomas descritos, dependendo do material, mas quando um substrato está em estágio muito avançado de deterioração, praticamente todos os sintomas aparecem e sua planta pode estar em apuros.
Além desses sintomas diretos existem os sintomas indiretos e esses são muito importante de entendermos, pois eles já aparecem muito antes do substrato estar com um elevado grau de deterioração e dentre os sintomas indiretos podemos citar os seguintes: perda leve de vigor da planta; aparecimento colêmbolos, piolhos de cobras e outros organismos decompositores; diminuição da malha radicular.
A perda leve de vigor da planta é um sintoma muitas vezes ignorado, pois ele pode está também ligado a uma falha de adubação, mudanças de ambiente ou grande desgaste de florações repetidas e crescimento de cápsula, mas a perda de vigor por causa de um substrato, que já apresenta certo grau de deterioração costuma ser lenta e progressiva e começa com diminuição sutil dos novos brotos que ficam ligeiramente menores que os anteriores, além de uma certa diminuição da malha radicular no interior dos vasos. Essa diminuição do vigor sutil já é um indício de alterações do PH do substrato e algumas outras alterações que estão dificultando o desenvolvimento das raízes e absorção de nutrientes e muitas vezes ao olhar o substrato ainda está com aspecto visual bom. Muitas vezes essa diminuição de vigor não acontece, pelo fato da planta possuir muitas raízes fora do vaso que não são prejudicadas pelo substrato e assim garante um adequado suprimento de nutrientes para a planta. Outras vezes essa diminuição do vigor acontece na parte mais traseira, principalmente quando a dianteira já está fora do vaso com raízes totalmente para fora e a traseira está dentro do vaso e já sem raízes viáveis ou com poucas raízes. Além dessa situação quando observamos que existem bichinhos andando no substrato, ou mesmo piolho de cobra é um sinal que esse substrato já está começando a se deteriorar. Esses bichinhos pequenos que andam costumam ser colêmbolos, que não fazem nenhum mal a planta, mas indicam que o substrato já está se deteriorando e pode já não está tão bom para a planta. Esses colêmbolos, assim como os piolhos de cobra gostam de matéria orgânica em decomposição e muita umidade e quando nos deparamos com eles no substrato precisamos ficar de olho e começar a pensar em providenciar o replante.

Após conhecermos os sintomas de envelhecimento do substrato podemos fazer uma pergunta: Qual o momento mais adequado para replantar?
Resposta: depende, mas o mais adequado é que ao notar os primeiros sintomas de envelhecimento, de preferência os indiretos, já ficar esperto e assim que a planta em questão estiver em sua respectiva época de replante pensar em efetuar o replante, evitando deixar que o substrato se deteriore em demasia.

E por falar em replantes pessoal, quando vamos replantar uma planta, fazer sua limpeza é muito comum pararmos para analisar suas raízes e com essas observações podemos nos deparar com as seguintes situações: raízes distribuídas ao longo de todo o volume do substrato; raízes distribuídas no contorno externo do torrão de substrato; raízes de fora vivas e raízes de dentro mortas.
Essa distribuição das raízes está relacionada, tanto ao envelhecimento do substrato, quanto ao tipo de substrato utilizado. Substratos a base de fibras e que tem tendência de compactação em geral a maior parte das raízes se concentram no contorno externo do torrão do substrato, isso porque essa porção é mais ventilada, permitindo melhor desenvolvimento das raízes, enquanto o centro do torrão é compactado, muito abafado e muito úmido, sendo um ambiente péssimo para as raízes, o que fazem a maioria crescer por fora e as poucas que ali dentro que um dia crescera morram. Substrato de cascas de pinus e chip de coco, quando muito velhos também vão apresentar este tipo de distribuição de raízes ao longo do torrão, pelos mesmos motivos. Já substratos inertes ou cascas de longa durabilidade, que não compactam costumam apresentar uma distribuição de raízes ao longo de todo o volume do torrão, o que permite uma melhor nutrição, fixação e tolerância da planta a estresses, sendo que a brita é um dos que permitem ter uma malha radicular muito densa, viva e ocupando todo o volume do torrão. Isso acontece pelo fato que a ventilação nestes materiais é bem distribuída ao longo de todo o volume do substrato, graças ao grande número de macroporos ao longo de todo o torrão que não se alteram com o tempo. 
Existe ainda a chance de nos depararmos, com uma planta que dentro do vaso as raízes estão todas mortas, mesmo no contorno do torrão, mas as de fora estão todas vivas e isso já acontece porque realmente o substrato já deu o que tinha que dá e já deveria ser trocado a muito tempo e não foi.

Agora uma pergunta pessoal: Qual a importância de entender a distribuição das raízes no torrão?
Resposta: essa distribuição nos diz se o substrato é de boa qualidade ou não e se o recipiente que estamos usando está adequado também, permitindo boa ventilação do mesmo, lembrando que a escolha correta do recipiente também é de suma importância.

Distribuição das raízes ao longo de todo o volume do torrão de brita

Distribuição das raízes ao longo de todo o volume do torrão de brita. raízes vivas tanto fora, quanto dentro.

Distribuição principal de raízes no contorno externo do torrão. Substrato muito deteriorado raízes mortas no interior.

Distribuição principal de raízes no contorno externo do torrão. Substrato muito deteriorado raízes mortas no interior

Detalhe das raízes mortas que estavam dentro do vaso com substrato totalmente deteriorado e as raízes vivas, clarinhas que estavam fora do vaso.

vaso com substrato velho com enraizamento fora do vaso e no contorno do torrão.

Enraizamento ao longo de todo o volume do torrão, porém  como o substrato está muito deteriorado as raízes do centro morreram todas.  

Enraizamento ao longo de todo o volume do torrão, porém  como o substrato está muito deteriorado as raízes do centro morreram todas. 

Planta com substrato completamente deteriorado e ácido com problemas de deficiência nutricional e raízes vivas apenas fora do substrato. 

Planta com substrato completamente deteriorado e ácido com problemas de deficiência nutricional e raízes vivas apenas fora do substrato. 



Considerações finais:

A última dica é que a montagem do substrato pode variar, de acordo com as condições de clima e ambiente de sua região, preferências de cultivo e outros fatores diversos do próprio cultivo. Determinados mix ou materiais podem ser melhores ou piores, dependendo da região e aí para termos também mais acerto, a boa e velha máxima da orquidofilia continua valendo, ou seja, a prática constante da observação.

Pessoal em relação a substrato era isso que tinha para passar para vocês. Espero que seja de grande ajuda e que auxilie bastante no cultivo de todos. Agora nos veremos na segunda parte desta matéria, que tratará das questões de dificuldade de encontrar substratos de qualidade e das alternativas para contornar o problema.

Até a próxima pessoal!!!


Glossário:

Adsorção: adesão (fixação) de moléculas de um fluido (o adsorvido) a uma superfície sólida (o adsorvente). (fonte: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/adsorver-absorver-qual-diferenca.htm)

23 comentários:

  1. Como sempre, amigo, tudo muito explicado, obrigado!!! Abraços!!! Preciso trocar muitos vasos, kkkkk

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    1. Obrigada por suas explicações tão detalhadas. Aprendi muito e muito tenho que pôr em prática...kkkkkk

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  2. ola td bem queria saber mais a respeito do uso do granito em orquideas sao pedaços pequenos ou placas de pedras de granitos ...?obrigada deise

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    1. Olá O granito utilizado é a brita de construção, igual a que está nas fotos da matéria

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  3. ah se vc puder me responder por imail sobre os granitos nas orquideas???.daysdvania@hotmail.com

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  4. Muito obrigada pelo seu texto, é excelente. Tinha algumas dúvidas sobre cultivar em brita, agora já não. Abraço

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  5. Eu. Costumo ler seus artigos, gostava de saber se tem mais sobre a brita?
    Estou em Portugal , Cascais. Obrigada.

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    1. Olá Helena! Obrigado! Tem a segunda parte dessa postagem que fala como preparar a brita para o uso.

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  6. Bom dia, parabéns pelo seu blog! Ele é muito completo e didático. Mesmo com algum tempo de experiência, encontrei informações que eu desconhecia.
    Você já teve conhecimento sobre alguém que testou bloquinhos de madeira como substrato? Comprei várias ripas para fazer vasos e como minha coleção é pequena, posso utilizar as sobras.

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    1. Olá Olha dá certo sim usar bloquinhos, que não sejam finos demais e que sejam de madeira boa que elas enraizem bem e seja bem durável. Aqui já usei de maçaranduba para algumas e deu bastante certo.

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  7. Olá. Estou em Ctba, eu estou com uns 9 ou 10 pés de lúpulo (em casa) e a maioria é pequena e indo para o 2º ano, eu gostaria de acidificar pouco do solo, usando esse mix de substrato de orquídea junto no solo (ou vaso) ajuda a acidificar o suficiente até 6 o PH? Obrigado.

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    1. Olá realmente medidas para acidificar solos são pouco comuns. Alguns adubos nitrogenados ajudam a acidificar solos, como a ureia, mas deve tomar bastante cuidado com o uso pois se usar demais pode queimar a planta, principalmente se tiver em vasos. A casca de pinus ou chip de coco bruto podem de forma mais gradual talvez acelerar o solo durante sua degradação, mas como não é usual fico lhe devendo essa.
      Forte abraço e até a próxima!

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  8. Boa tarde. Estou querendo plantar phaleonopsis em vaso de barro na parede, porem em local que pega chuva, como esta época é muito chuvosa estou pensando em colocar somente brita e isopor como substrato, e plantar a orquídea um pouco deitada, para não parar agua na axila. Sou novata. Será que vou ter sucesso. Será que não vai ficar muito quente para as raízes se usar somente brita e isopor?

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    1. Olá! Olha as Phalaenopsis não costumam se dar muito bem em chuva, pois apodrecem com muita facilidade se acumular água nas folhas. Usar brita e isopor como substrato é uma ótima opção e colocar os vasos inclinados também evitam o acúmulo de água, mas se as chuvas forem muito intensas pode dar problema assim mesmo e também dependendo do vaso de barro que for utilizar pode dar problema pois pode retirar muita umidade do substrato deixando a planta desidratado. Não utilize aqueles vasos de barro fundos grossos que são usados para pendurar em paredes. Costumam ser péssimas opções para orquídeas.
      Não terá problema de superaquecimento não, desde que as regas sejam feitas adequadamente.

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  9. Esqueci de me identificar..meu nome é Janaina..

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  10. Obrigada, muito boa matéria. Vou seguir seus conselhos...

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  11. Muito bom mesmo! Obrigada...

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